Aniversário de Alfredo Lage celebrava “Dia do Museu Mariano Procópio”

O nascimento de Alfredo Ferreira Lage é uma das datas mais importantes do calendário cívico da instituição. Sua prima Geralda Armond, preparada por ele para ser a diretora do Museu, esteve presente na reunião onde foi criado o “ Dia do Museu Mariano Procópio”, em homenagem ao seu fundador. A gestora manteve a comemoração de 1945 a 1980. Posteriormente eram celebradas missas e a reunião de apresentação do relatório anual ao Conselho de Amigos.

Nascido em Juiz de Fora no dia 10 de janeiro de 1865, Alfredo, filho do comendador Mariano Procópio, é uma das figuras de destaque na cidade, responsável por fundar o primeiro Museu do Estado de Minas Gerais. Como parte de seu legado, a doação ainda em vida da instituição para o município, o conjunto formado pelo parque e pelos prédios do Museu, com todo o seu acervo. O ato de doação sinaliza a tentativa de perpetuação da memória da família Lage, reforçando sua inserção nas elites econômica e cultural da época, além de eternizar o nome de seu pai na cidade.

Atuou em diferentes frentes como empreendedor, além do engajamento cultural, político e social. Após a morte de seu pai, sua mãe Maria Amália decidiu se mudar para a Europa. Ele e o irmão foram educados no sistema europeu, particularmente na França, centro propagador das formas der ser, pensar e se comportar da elite brasileira do século 19. Com a volta da família ao Brasil, continuou os estudos, cursando direito na Universidade de São Paulo (USP). Dentre as curiosidades de sua trajetória, Alfredo foi colega de turma de Delfim Moreira, Wenceslau Braz Ferreira Gomes, que posteriormente viriam a se tornar presidentes da República. Logo após sua formatura, decidiu entrar para a política, sendo vereador de 1892 a 1895. Atuou como jornalista e fotógrafo, foi presidente do “Photo Club” do Rio de Janeiro, o primeiro de fotógrafos amadores do Brasil.

Com grande parte de sua coleção no Rio de Janeiro, na época ainda capital da República, seu desejo era transferir o acervo para Juiz de Fora. Embora fosse mais difícil legitimar o Museu criado em uma cidade do interior em nível nacional, empenhou-se até o final de sua vida para isso. Além do acervo rico e diverso, que para muitos já bastaria para inserir o Museu na memória da cidade e do país, buscou, através das relações sociais, difundir a instituição em todos os meios em que frequentava. A visita de figuras públicas e personalidades eram frequentes desde a sua época. Recebeu os presidentes Arthur Bernardes e Getúlio Vargas dentre outras autoridades.

 

Fonte: PJF

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