Festival IMuNe traz a Juiz de Fora show de Bia Nogueira

Em sua segunda edição o Festival IMuNe irá reunir, em Juiz de Fora, seis artistas da capital mineira e seis artistas de locais e região da Zona da Mata para criar obras inéditas a serem apresentadas nesta sexta-feira, 30,no Acústico Bar, situado na rua Roberto Stiegert, número 21, bairro São Pedro. Na Residência Artística intitulada “Música pra Ver, pensar e Sentir” pretende-se debater o caráter estético da música produzida por artistas negrxs além de se voltar à música como lugar de fala importante na construção de uma narrativa contra hegemônica, pautada pela igualdade de raça, gênero e étnica. Dos Doze artistas participantes da residência seis deles serão selecionados através de chamamento público publicado nas redes sociais do IMuNe e na página do Grupo dos Dez no facebook, o chamamento é aberto à artistas da música de todos os gêneros interessados em pesquisa estética, os outros seis foram convidados pela Curadoria do Aquilombô e pelo Coletivo IMuNe.

Formado em 2016, após provocação da cantora e agitadora cultural Bia Nogueira, musicistas negras e músicos negros se reuniram para discutir e fomentar a música produzida por negras e negros em todos os níveis de profissionalização, dando origem ao Coletivo IMuNe (Instante da Música Negra) que já realizou além de mostras artísticas, lançamento de discos e se prepara para ganhar capilaridade em outras cidades mineiras e outros estados brasileiros. Bia Nogueira que é curadora dessa edição e fará o show de encerramento em Juiz de Fora relata “é de extrema importância aumentarmos o alcance do IMuNe, até então só tínhamos chegado às capitais e sempre foi nosso desejo interiorizar o festival. Reconhecemos que se nas capitais já é difícil um músico negro conseguir alguma projeção é ainda mais difícil esse movimento acontecer no interior. E é muito mais gratificante essa parceria com o Aquilombô, um espaço que vem se estabelecendo como referência na discussão sobre a arte produzida por setores que historicamente têm lutado por igualdade e reconhecimento, como é o caso das negras e negros, LGBTIQ+ , mulheres e indígenas”

“Ao pensar no Aquilombô como espaço criativo chegamos a um formato onde o que importava de verdade era o processo imersivo e o tempo da criação, entendemos que todos os outros debates podem aparecer ao longo desses processos mas, no final o que importava era o tempo gasto pelo artista para criar suas obras.” afirma Rodrigo Jerônimo coordenador geral do “Aquilombô – Um Arquipélago” edição 2018 do Fórum Permanente das Artes Negras que acontece na capital mineira desde 2017 e agora ganha uma instância no interior, “ nossa idéia é que ainda em 2019 consigamos ter atividades criativas em quatro regiões do estado de Minas Gerais: Vale do Jequitinhonha, Vale do Mucuri , Zona da Mata e Região Metropolitana. Agora mais que nunca precisamos descentralizar a luta anti racista e dar ouvidos e vozes à quem tem pautado isso no interior do estado de Minas Gerais.”

A segunda edição do Festival IMuNe tem apoio da Secretaria do Estado de Cultura de Minas Gerais e do Governo do Estado de Minas Gerais.

SERVIÇO

O que: Festival IMuNe
Quando: 30 de novembro
Onde: Acústico Bar – Rua: Roberto Stiegert, número 21, São Pedro – J.F.
Hora: 20:00 Mostra da residência artística / 21:30 Show da Cantora Bia
Nogueira
Ingressos: Gratuito

 

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