O promotor de justiça Oscar Santos de Abreu instaurou um inquérito para apurar o aumento da tarifa do transporte público em Juiz de Fora. De acordo com a 13ª Promotoria da Justiça, a investigação preliminar foi aberta na última quarta-feira, 31.

A Prefeitura de Juiz de Fora e a Astranp, administradora do Consórcio Manchester, têm até dez dias úteis para responder os questionamentos. O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) aguarda essas informações para dar prosseguimento ao caso.

Na semana passada, o vereador Adriano Miranda (PHS), protocolou uma representação solicitando que promotores do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) intervenham e impeçam o aumento na tarifa da passagem de ônibus.

Em entrevista a reportagem do Diário Regional, Adriano Miranda explicou o motivo de acionar o MPMG. “O reajuste deveria está no mínimo da correção inflacionaria. Não é justo a população pagar por isso. Ela já sofre muito e o serviço não é de qualidade”.

Perante o assunto, a Settra, divulgou que a Prefeitura não teve acesso ao conteúdo e assim que for entregue oficialmente será analisado e as providências pertinentes serão tomadas.

Usuários questionam reajuste

O reajuste da tarifa de ônibus do transporte público de Juiz de Fora entrou em vigor nessa segunda-feira, 5. O valor da passagem passou de R$ 3,10 para R$ 3,35. No primeiro dia do novo preço, usuários criticaram o aumento de 8% e reclamaram que o reajuste não se reflete em melhorias ao sistema. Outra questão apontada foi a demora do transporte público.

Larissa Gioseffi reside no bairro Monte Castelo e estuda na Zona Sul de Juiz de Fora. Diariamente, a estudante faz quatro viagens de ônibus para se deslocar de casa para a faculdade. “Eu entendo que o reajuste da passagem deva acontecer, mas o valor é muito alto. O aumento no ano passado também foi significativo. Dói no bolso de quem precisa do transporte público que não é de qualidade, infelizmente”, reclamou.

De acordo com a estudante a maior dificuldade enfrentada é a demora do ônibus para o bairro Estrela Sul. “São poucos carros que passam todos de uma vez. As vezes o intervalo é de 5 minutos entre um e outro.” Por mês, Larissa vai gastar cerca de 200 reais somente com passagens.

Qualidade e atrasos nos itinerários dos coletivos geram indignação no estagiário administrativo Gabriel Martins que mora no Parque Independência, zona Nordeste da cidade. “Muitas das vezes entramos em ônibus que estão caindo aos pedaços, bancos rasgados, tetos com goteiras e a maioria com atrasos”.

Mesmo desaprovando o aumento, Gabriel, disse que é obrigado a pagar o valor definido. “Não tem outra saída, ou eu pago ou eu pago, infelizmente”, desabafou.

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