Cunha abre sessão plenária e Conselho de Ética adia análise de processo contra ele pela 4ª vez

Cunha abre sessão plenária e Conselho de Ética adia análise de processo contra ele pela 4ª vez

Aos gritos de "Fora Cunha" de um grupo de manifestantes, a sessão do Conselho de Ética que analisava o parecer preliminar que pede a admissibilidade do processo por quebra de decoro parlamentar contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foi encerrada devido ao início da ordem do dia. Essa é a quarta sessão do colegiado destinada a apreciar o relatório do deputado Fausto Pinato (PRB-SP) que termina sem votação.
Em um claro sinal de que não teria votos suficientes para barrar o processo contra o peemedebista, aliados de Cunha fizeram uma série de questões de ordem e outros questionamentos para ganhar tempo e adiar a votação. Foi apresentado requerimento para adiar por cinco dias a votação, mas o pedido foi rejeitado pelo plenário. O presidente do colegiado, José Carlos Araújo (PSD-BA), anunciou que a apreciação do parecer será retomada nesta quarta-feira, 9, a partir das 13h30.
O presidente do colegiado, José Carlos Araújo (PSD-BA), esgotou a sessão de debates. Ao total, mais de 13 parlamentares discursaram durante a sessão. O próximo passo é iniciar a votação do parecer prévio.
Para livrar Cunha da admissibilidade da ação, os deputados citaram supostas injustiças cometidas contra parlamentares que foram cassados ou passaram por processos por quebra de decoro e enfatizaram que Cunha pode ser condenado injustamente. A situação de Cunha chegou a ser comparada a Tiradentes e Joana D´Arc. "Conselho de Ética não é tribunal de inquisição", insistiu o peemedebista Manoel Júnior (PB), aliado do presidente da Casa. Foram citados os casos do ex-deputado Ibsen Pinheiro (PMDB-RS) e o petista Professor Luizinho (SP), que se livrou da cassação em plenário, mas foi absolvido em processo no Supremo Tribunal Federal (STF) no caso do mensalão.
Os petistas ficaram à vontade para defender a continuidade do processo contra Cunha. Valmir Prascidelli (PT-SP) acusou o presidente da Casa de agir de forma revanchista ao abrir o processo de impeachment contra a presidente Dilma. "O impeachment não tinha fundamento, mas ele o fez na condição de quem ver o Brasil sair dos trilhos", concluiu.
Durante a sessão, um grupo de manifestantes que trouxeram cartazes contra Cunha foram impedidos de mantê-los aberto no plenário. Os cartazes traziam os dizeres: "Não ao golpe", "Mais sujo que pau de galinheiro" e "sem Natal para Cunha". Enquanto a discussão acontecia no plenário, o mesmo grupo (formado por estudantes e militantes do MST) decidiu se manifestar no corredor com os gritos de "Fora Cunha, Fica Dilma" e "Não ao golpe".

 

(Fonte: Agência Brasil)

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