Entidades patronais e de trabalhadores se unem para pedir mudanças na política econômica do governo

Entidades patronais e de trabalhadores se unem para pedir mudanças na política econômica do governo

DOCUMENTO FOI ELABORADO POR CUT FORÇA SINDICAL E ASSOCIAÇÃO DA INDÚSTRIA TÊXTIL

 

Pelo menos uma dezena de entidades representativas dos trabalhadores e setores empresariais se aliaram para aumentar a pressão sobre a presidente Dilma Rousseff e o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, por mudanças na política econômica do governo. O documento “Compromisso pelo Desenvolvimento”, assinado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, Associação Brasileira da Indústria Têxtil e Confecção, Clube de Engenharia, entre outros, será lançado pedindo a construção de uma “rápida transição para a retomada do crescimento e do desenvolvimento econômico e social”, “mudanças emergenciais” e a “reorientação da política econômica”.
Até o lançamento, os articuladores do texto esperam reunir ainda o apoio de outras entidades de peso do setor empresarial como Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e Sindicato Nacional da Indústria de Construção Pesada (Sinicon).
De acordo com o texto, “não é possível aceitar passivamente as projeções de um 2016 perdido”. Para isso, é preciso “destravar a capacidade do Estado para exercer suas funções (...) corrigir e reorientar a política econômica e o regime fiscal (...) para isso é preciso promover mudanças, sobretudo no sentido de priorizar o setor produtivo e o capital não especulativo”. O texto não pede explicitamente o “Fora Levy”, mas é um sinal para o governo da insatisfação generalizada em relação ao ministro.
O documento destaca a necessidade de “construir a mais rápida transição para a retomada do crescimento e do desenvolvimento econômico no médio e longo prazo”. E faz uma série de propostas práticas que vão na contramão do ajuste fiscal promovido por Levy: “Retomar rapidamente o investimento público e privado em infraestrutura produtiva”, “no setor de energia, em especial na Petrobras”, “ampliar, em condições emergenciais, financiamento de capital de giro para empresas”.
Além disso, o texto propõe saídas para os impactos econômicos da Operação Lava Jato, como “destravar o setor de construção, por meio de instrumentos institucionais adequados, inclusive acordos de leniência, entre outros, que garantam a penalização dos responsáveis e a segurança jurídica das empresas, com a manutenção dos empregos".

(Fonte: Agência Estado)