Há Dois Tipos de Concentração Mental

Há Dois Tipos de Concentração Mental

Livro - A Verdade Vol.9

Há dois tipos de concentração mental
O "eu consciente", por um lado, comunica-se com o "Espírito Imanente no Universo" e, por outro lado, através do sistema nervoso, faz movimentar o corpo e produz os sentidos de percepção do mundo material externo.
Quando o "eu consciente" concentra-se no Espirito Universal do íntimo, desaparece a sensação do corpo e do mundo exterior porque a mente está desligada do corpo e do mundo material externo; o "eu consciente" entra num estado de identificação com o "Espirito manente no Universo". É nesses momentos que se recebe a transmissão da revelação procedente do "Espírito I manente no Universo" - a revelação divina.
A sensação do corpo pode cessar também quando o "eu consciente" concentra-se, não no "Espírito I manente no Universo", mas num objeto externo qualquer (tique-taque do relógio ou ponta do nariz, por exemplo) e entra num estado de total alienação das demais coisas. Nesse caso, porém, como a mente está concentrada num objeto externo, a pessoa entra num estado que facilita o "transporte" - a salda do espírito (corpo mental) para fora do corpo carnal.

A prática do "transporte" não é aconselhável
Vários exemplos de "transporte" de espírito encontram-se nos volumes IX e X da coleção Seimei no Jissa (A Verdade da Vida) ou no livro In Search af The Hereafter, da autoria de Reginald M. Lester, mas somente os espíritos (pessoas) que atingiram alto desenvolvimento é que conseguem deixar o corpo carnal, livremente, sem a ajuda de outrem. Os espiritos menos desenvolvidos também podem consegui-lo, se houver a ajuda de um guia ou fizerem um treinamento especial. Mas isso não é aconselhável, pois, se a pessoa não estiver protegida por um guia, o seu corpo poderá, na ausência do dono, ser invadido por um espirito errante. É nesses casos que o individuo pode apresentar dupla personalidade ou sinais de esquizofrenia. Portanto não se deve praticar levianamente exercícios espirituais para conseguir o "transporte" com a intenção de desenvolver a força oculta. Um corpo cujo espirito está ausente e que não está sob a proteção de um guia poderoso, pode ser comparado a uma concha abandonada na praia: assim como um paguro (crustáceo) se aloja numa concha abandonada, há o perigo de um espirito errante entrar nesse corpo. Como consequencia disso, a pessoa pode apresentar os sinais acima descritos ou ataques epilépticos.

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