Leis da riqueza — Investir (Parte I)

Leis da riqueza — Investir (Parte I)

Investir


Investir é gastar o seu capital em seu nome, com o propósito de aumentar a sua receita mais do que o depósito em uma conta corrente poderia lhe render.


A variedade de investimentos disponíveis é grande e a seleção depende do estilo de cada investidor. Mas é preciso diversificar para diminuir o risco.


Você pode escolher caderneta de poupança, fundos de investimento, imóveis, ações, títulos públicos, títulos de capitalização, commodities, moedas, derivativos (índices, contratos futuros, etc.), investimentos no exterior por meio de fundos específicos, dentre outros.


A base de todo investimento


Que quer investir deve se orientar pelas três características básicas dos investimentos e pelo seu estilo pessoal como investidor. As características básicas são:


Rentabilidade: Qual será o ganho da aplicação.

Segurança: Qual o grau de risco ou de incerteza oferecido pela aplicação.

Liquidez: Qual o prazo para obter os rendimentos ou para resgatar a aplicação, se necessário.


Quando se obtém maior rentabilidade


A rentabilidade de um investimento está diretamente vinculada à sua segurança e liquidez, em uma ordem inversamente proporcional.

Em geral, ninguém se arrisca em troca de nada, e correr riscos depende sempre do que se tiver a ganhar.


Investimentos de alta rentabilidade, geralmente, oferecem uma margem de segurança reduzida.


Correr o risco ou não depende muito do quanto se tiver para investir, de quanto será destinado ao investimento e do perfil do investidor.


Por quanto mais tempo o dinheiro ficar indisponível, maior deverá ser a rentabilidade oferecida pelo investimento. Nesse aspecto, o que pesa na decisão do investidor não é o montante a ser investido nem a sua ousadia para enfrentar os riscos do mercado, mas, sim, a sua previsão de utilização do dinheiro. De acordo com isso, o investidor poderá escolher entre investimentos que necessitem indisponibilizar o dinheiro por longo, médio ou curtos prazos, com rendimentos respectivamente decrescentes, ou poderá, ainda, escolher um investimento com alta liquidez.


Curto prazo e alta liquidez


A princípio, parece que estamos falando da mesma coisa. Teoricamente, um investimento de curto prazo tem alta liquidez, pois o dinheiro fica indisponível por pouco tempo, podendo ser resgatado de acordo com a necessidade. Mas as condições de um e de outro são diferentes e o investidor não pode ter idéias equivocadas a esse respeito. Observe:


Curto prazo


Investimentos de curto prazo são aqueles em que o dinheiro fica indisponível por um curto período de tempo. Durante o período contratado não se pode resgatar o investimento.

Alta liquidez


Os investimentos de alta liquidez não têm todos as mesmas características. Ações, por exemplo, podem ser uma péssima opção para quem necessite de recursos a curto prazo, uma vez que o momento em que se precisa do dinheiro nem sempre é o ideal para a venda das ações e o resgate do investimento.


O investimento em ações pode ser de alta rentabilidade, desde que não se precise resgatá-las quando o mercado estiver em baixa para aquelas ações. A caderneta de poupança, por sua vez, também tem alta liquidez (basta ir ao caixa e sacar a quantia depositada), mas a rentabilidade mensal é baixa, podendo até ser menor do que a inflação do mês.

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