Riqueza traz riqueza. Progresso traz progresso.

Riqueza traz riqueza. Progresso traz progresso.

Foi John Maynard Keynes, o mais importante economista da primeira metade do século XX, que mostrou ao mundo, pela primeira vez, que “riqueza traz riqueza e progresso traz progresso”. Ele o fez com o que, hoje, é conhecido como multiplicador keynesiano.


Em toda a literatura econômica, J. M. Keynes e Karl Marx foram, talvez, os únicos homens a causar um efetivo impacto na economia mundial. As teorias keynesianas tiveram enorme influência na renovação das teorias econômicas clássicas e na reformulação da política de livre mercado.


Para que o ótimo global seja o somatório de ótimos locais, devemos ganhar (gerar riquezas) como capitalistas e gastar (fazer uso das riquezas) como socialistas.


Multiplicador keynesiano — Dinheiro gera dinheiro


O girar do dinheiro de mão em mão produz a sua própria multiplicação. Em artigos anteriores ilustrei esse fato com uma dinâmica em que eu começava com uma nota de R$1 e a disposição para comprar algo. E no final, depois de várias negociações terem se realizado com aquela nota, eu tinha o objeto inicialmente comprado com ela e, a custa de uma nova transação, ela voltava para as minhas mãos (se você não leu, solicite a reedição desse artigo).
Vamos nos aprofundar nesse assunto com um exemplo mais complexo. Para facilitar, oriente-se pela ilustração:


Imagine que o Banco Central, para aquecer a economia, resolve emitir R$200 milhões e comprar títulos do comprador 1.


O comprador 1, que é um banco, recebe os R$200 milhões e os deposita. Após a dedução de 10% do depósito compulsório, que faz parte das regras bancárias, esse comprador 1 passa a ter R$180 milhões disponíveis para emprestar aos seus clientes.


Um desses clientes, o cliente 2, solicita ao banco um empréstimo de R$200 mil, que é depositado em uma conta bancária. O banco em que esse dinheiro foi depositado, após a dedução do depósito compulsório, fica com R$180 mil disponíveis para empréstimo.


Um cliente desse banco solicita um empréstimo de R$20 mil e os deposita em outro banco que, após a dedução do compulsório, fica com R$18 mil para emprestar. Até agora foram movimentados R$380.198.000 a partir dos R$200 milhões iniciais.


Essa movimentação faz girar mais rapidamente a roda da abundância.

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