Ninguém vai a nenhum lugar se não deixar o ponto de partida....

Ninguém vai a nenhum lugar se não deixar o ponto de partida....

Ano novo, vida nova, diz o ditado popular. Não há quem não tenha se comprometido a fazer algo diferente no ano que se inicia: aquele tão almejado curso, aquela casa nova, aquele passeio a tanto tempo esperado. Recuperar o tempo perdido. Tudo planejado para 2017. Mas não basta mudar o ano para que as coisas aconteçam. Os dias podem sucederem-se da mesma forma. É preciso mais. É preciso especialmente que você dê o primeiro passo. Ninguém vai a lugar nenhum se não deixar o ponto de partida. É preciso deixar de fazer exatamente o que faz para se dedicar a novos projetos. É preciso reagir à rotina. Não são poucos os que querem um novo emprego, mas não se esforçam em procurá-lo. Que querem o aperfeiçoamento pessoal mas não ousam buscá-lo.

Mudança exige atos concretos, depois de um consciente planejamento. Mas, mais que isso, é preciso saber o que mudar. Muitos se preocupam apenas com as mudanças exteriores, sem questionar as mudanças interiores que precisam processar em suas vidas. O novo ano pode ser uma oportunidade para ver as coisas sobre outro ponto de vista e de aprofundamento no seu crescimento pessoal. Se você acha que conhecendo países e continentes estará aumentando seu conhecimento, depende. O mais difícil conhecimento que se pode alcançar é o conhecimento de si próprio. É preciso mergulhar no nosso interior para identificar a nossa verdadeira realidade. E essas mudanças interiores são muito mais difíceis e exige o efetivo exercício do autoconhecimento. Existe um pensador argentino, Carlos Bernardo González Pecotche, criador da logosofia, para quem o objetivo maior de nossas vidas deve ser o aperfeiçoamento pessoal. Ou seja, a cada dia sou melhor do que fui ontem: mais compreensivo, mais complacente, mais generoso.