União das Cores surgiu das fantasias feitas de retalhos na comunidade do Milho Branco

União das Cores surgiu das fantasias feitas de retalhos na comunidade do Milho Branco

A União das Cores foi fundada no ano de 1997 por Luiz Álvaro Dilly, já falecido, e Luiz do Carmo de Assis (Luizinho). O nome da agremiação tem uma história diferente, muito relacionada às dificuldades que a escola vivia no momento em que foi criada. De acordo com Maria das Graças de Castro, presidente do Conselho Deliberativo e responsável pelas relações públicas da agremiação, a escola nasceu de um bloco de carnaval da comunidade do bairro Milho Branco e adjacências, na zona Norte de Juiz de Fora.

“Como a comunidade era pobre e não tinha dinheiro para a confecção das fantasias, o bloco desfilava com roupas feitas a partir de doações de retalhos de tecido. Foi daí que surgiu o nome União das Cores”, explica Maria das Graças. “O curioso é que, apesar do nome, as cores da escola são o preto e o branco, porque um dos fundadores, o senhor Luiz Álvaro, quis homenagear o Botafogo, seu time do coração”.

Depois de estrear desfilando no grupo de avaliação do carnaval de Juiz de Fora em 2002, a agremiação conseguiu subir de classificação. “No ano de 2007, quando fomos campeões do grupo C, subimos para o grupo B. A escola foi campeã desse grupo em 2008, e chegou a desfilar no grupo A em 2009, quando foi novamente rebaixada para o B”, continua a representante da escola. “No último desfile, em 2015, a União das Cores venceu pelo grupo C, apesar da verba baixíssima, o que garantiu o acesso ao grupo B neste ano”.

No carnaval 2017, a escola vai desfilar com 330 integrantes, dez alas, duas alegorias e um tripé. “As nossas fantasias, destaques e composições estão prontos, restando apenas finalizar as alegorias. A União das Cores trará o simples e o belo para o desfile deste ano, com a reinvenção do enredo ‘Floresta Encantada’, da Turunas do Riachuelo, idealizada pelo carnavalesco Diomario de Deus. Esperamos um lindo desfile, apesar das dificuldades pelas quais o carnaval está passando na cidade”, completa a relações públicas da escola.

A presidente do Conselho Deliberativo acrescenta que, se não houvesse o desfile das escolas neste ano, como aconteceu em 2016, o carnaval da cidade poderia deixar de existir. “Nós, que somos amantes dos desfiles, não queremos que isso aconteça. O fato de o carnaval ter um novo local no Parque de Exposições está sendo bastante criticado, mas o desfile na Avenida Brasil não é mais viável. O Corpo de Bombeiros não pode autorizar a antiga locação, porque, por estar entre o muro do Museu Mariano Procópio e a margem do Rio Paraibuna, a Avenida não oferece opções de saída de emergência. Acredito, então, que temos que realizar o desfile onde pudermos”, ressalta.

O atual presidente da União das Cores é Miguel Carvalho dos Santos, mais conhecido como “Chacau”, e o carnavalesco é Diomario de Deus. “O nosso mestre de bateria é o Ceará, e o casal de mestre-sala e porta-bandeira é formado por Guilherme e Naiara, que também desfilam na Real Grandeza”, conclui Maria das Graças. “O Luizinho, único fundador ainda vivo, sempre está participando dos ensaios na nossa quadra, no Milho Branco, juntamente com a comunidade da região dos bairros Amazônia, Realeza e Jóquei Clube”.

Logotipo do Grupo DMI    Logotipo da Agência Formigueiro