Feliz Lembrança é a segunda agremiação mais antiga de Minas Gerais

Feliz Lembrança é a segunda agremiação mais antiga de Minas Gerais

A Feliz Lembrança marcou seu nome no Carnaval de Juiz de Fora a partir do momento em que tornou-se a principal e única adversária da Turunas do Riachuelo, trazendo verdadeiros embates nos desfiles de escolas de samba da cidade.

A escola de samba é a segunda mais antiga de Minas Gerais, fundada em 9 de Fevereiro de 1939 na região do Poço Rico e baixo Centro, tendo sua quadra localizada no mesmo lugar que o atual viaduto Augusto Franco. Hoje, o reduto da Feliz Lembrança está no bairro Barbosa Lage, zona Norte.

Recém chegado do Rio, o fundador da escola, Geraldo de Oliveira (Geraldo Abissínio), findou raízes na região da Avenida Sete, onde morava Ivam Maria (Bananinha). Uma grande amizade surgiu entre eles, e deste relacionamento veio a ideia de montar uma agremiação carnavalesca nas cores azul, vermelha e branca, representada por um pandeiro, e considerada uma feliz lembrança para os carnavais da época.

Foi nessa agremiação que a primeira porta-bandeira de Juiz de Fora se apresentou. Por muitos anos, a pequena Nancy abrilhantou o Carnaval com seu bailado. Em 1966, a Feliz Lembrança marcou seu nome não só no Carnaval de Juiz de Fora, mas também no Carnaval Brasileiro, em uma mistura de Tarantela, Samba e Valsa com o enredo “Mascarada Veneziana”, obra de Nelson Silva e José Carlos de Lery Guimarães. A escola desbancou de maneira heroica a Turunas do Riachuelo e também a Castelo de Ouro, e teve o samba enredo tocado nas rádios de todo o Brasil, e gravado por sambistas do Rio de Janeiro.

Por muito tempo, a agremiação se manteve entre as mais aguardadas, e quase sempre conseguia boas colocações no Carnaval. As dificuldades, porém, aumentavam a cada ano, porque todas as escolas de samba estavam trabalhando com mais vigor e disposição para desbancar a Feliz Lembrança, que revolucionou a maneira de se fazer um desfile.

Após uma briga em sua diretoria, ocorreu uma rachadura na estrutura da escola. Alguns de seus diretores acabaram fundando uma nova agremiação, a Real Grandeza, e, para aumentar a crise, a Feliz Lembrança perdeu sua quadra.

O brilho da escola acabou se desgastando com o tempo, e hoje ela passa por uma fase semelhante à Império Serrano, pois consegue manter sua forte tradição no Carnaval, mas nem sempre adquire o grau de competitividade necessário para se manter na elite por períodos seguidos. Em 2015, a Feliz Lembrança teve a chance de voltar a brilhar no Carnaval local com a união de tradição e espírito de inovação.

Fonte: Breno Oliveira/Blog Reduto do Samba