Corpo Coletivo estreia primeiro espetáculo infantil com magia das projeções interativas

Corpo Coletivo estreia primeiro espetáculo infantil com magia das projeções interativas

A imaginação de uma menina é responsável por criar diversos mundos no novo espetáculo do grupo juiz-forano Corpo Coletivo: “Coisas Invisíveis”. Este é o segundo trabalho da companhia e o primeiro da trupe voltado para crianças. O espetáculo faz temporada de estreia em 5 e 6 de março (sábado e domingo), às 18h, no Centro Cultural Bernardo Mascarenhas (CCBM – Av. Getúlio Vargas, 200, Centro).


“Coisas Invisíveis” conta a história de uma menina que adora dançar. Sua dança é autêntica, despretensiosa e livre. Mas, aos olhos das pessoas, parece uma dança esquisita. De tanto a garota ouvir que não leva jeito para a coisa, começa a acreditar na opinião dos outros e vai, aos poucos, perdendo os movimentos, sendo imobilizada pela vergonha e pela timidez, até virar uma estátua. Resta, então, apenas uma solução: ela precisa de amigos que aceitem sua dança para virar gente de novo.


A trupe escolheu experimentar o diálogo com as artes visuais para contar essa história. Utilizando projeções interativas, feitas pelo artista Rafael Ski, a personagem transita por mundos imaginários. A trama teve como inspiração os livros “As Cidades Invisíveis”, de Ítalo Calvino, e “Desumanização”, de Valter Hugo Mãe. “Os cenários foram inspirados em paisagens imaginárias presentes em obras literárias que, apesar de infantis, nunca buscaram ´infantilizar' seu público. As ilustrações trazem em si essa alusão à paisagem. Mesmo quando a atriz se encontra confinada em seu próprio aquário, ou subindo em um elevador, o que vemos são ambientes sem tamanho definido. Afinal, estamos numa viagem à procura de um lugar sem limites impostos”, contou Rafael Ski.


Já a dramaturgia foi construída de forma coletiva. “A dança é uma manifestação autêntica da personagem. Mas a timidez e a vergonha vão fazendo com que ela sufoque essa vontade. Isso acontece com todos nós ao longo da vida. Deixamos de acreditar em nossos impulsos mais espontâneos e vamos nos enquadrando em comportamentos ditos como corretos pela sociedade. A dança da menina é uma metáfora para essa situação”, diz o diretor Hussan Fadel.
Enquanto a menina viaja por universos fantásticos, enfrenta medos escondidos em coisas invisíveis. A batalha da personagem é vivida pela atriz Carú Rezende, em diálogo com as projeções, e ganha frescor com a composição sonora do grupo 4zero4. “Já pensou nas coisas que fazem você se sentir tímido e com vergonha? Às vezes sentimos um medo tão grande que nos faz paralisar. Na maioria dessas situações não sabemos o que realmente acontece dentro do peito, que nos congela, breca nossos impulsos mais verdadeiros e nos faz deixar de ser quem realmente somos. Esse espetáculo é um grito de liberdade. É dizer que podemos ser autênticos, verdadeiros, e que isso, sim, é o que nos faz livres e únicos. Queremos dizer isso para as crianças e, também, para os adultos”, afirmou a atriz.


O espetáculo é uma produção independente da companhia e pretende promover um encontro entre a arte e a infância. Os ingressos estão sendo vendidos antecipados, pelo valor promocional de R$10. Nos dias das apresentações, as entradas podem ser compradas uma hora antes do início da peça, por R$20 (inteira) e R$10 (meia-entrada).


O Corpo Coletivo desenvolve projetos experimentais e autorais, buscando alternativas para o fazer teatral. Seu primeiro espetáculo foi “Casa dos Espelhos”, com estreia em 2014. Em 2015, a trupe ofereceu uma oficina de formação de artistas, “Pessoas Extraordinárias”, com foco na construção de personagens, e contou com patrocínio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura Murilo Mendes.

Fonte: Assessoria

Logotipo do Grupo DMI    Logotipo da Agência Formigueiro