Atrações culturais no Rio de Janeiro enriquecem mapa turístico da cidade

Atrações culturais no Rio de Janeiro enriquecem mapa turístico da cidade

A cidade do Rio de Janeiro ganhou vista privilegiada da Baía de Guanabara com a demolição do elevado da Perimetral. Essa frente marítima redescoberta pode ser apreciada de ponta a ponta em grande estilo na Orla da Guanabara Prefeito Luiz Paulo Conde, passeio público de 3,5 km desde o Armazém 8 do Cais do Porto ao Museu Histórico Nacional. Arborizado, o espaço na região do Porto Maravilha e do Centro valoriza a circulação de pedestres e ciclistas nos diques, calçadão, ciclovia, praças e áreas de convivência. A ideia é que a Orla Conde tem o potencial de mudar o caráter turístico da cidade, voltando mais atenções à memória do Rio. E com tudo isso foram inaugurados ou restaurados diversas atrações de peso, que estão fazendo a diferença do mapa turístico da cidade.

AQUÁRIO


Foi inaugurado no dia 9 de novembro e é o maior aquário da América do Sul. A cidade do Rio de Janeiro, com uma vocação natural para o turismo ligado ao mar, há muito merece um Aquário Marinho de visitação pública e de nível internacional. O Aquário Marinho do Rio de Janeiro, ou AquaRio, é um equipamento de visitação pública, 100% privado, moderno e multifuncional de educação, pesquisa, conservação, lazer, entretenimento e cultura, que cria a oportunidade da Cidade do Rio de Janeiro oferecer a visitação de um espaço único com atrações e tecnologias inovadoras pouco vista nos Brasil.


Com 26 mil m² de área construída e 4,5 milhões de litros de água, o AquaRio é realmente grandioso; exibirá até 8 mil animais de 350 espécies marinhas em uma área maior do que três campos de futebol. A Mananciais Viagens está levando um grupo para visitar o Aquário no dia 4 de fevereiro de 2017.

MUSEU DE ARTE DO RIO – M.A.R.


O Museu de Arte do Rio, uma das âncoras culturais do Porto Maravilha, é um espaço dedicado à arte e à cultura visual. Inaugurado na comemoração dos 448 anos do Rio de Janeiro, dia 1º de março de 2013, tem 15 mil m² de construção e oito grandes salas de exposição, duas para cada mostra. Ao lado do museu está a Escola do Olhar, destinada à educação e que desenvolve programas de formação continuada em artes e cultura visual com professores e educadores. A harmonia entre os imóveis foi possibilitada pela cobertura fluida que lembra ondas do mar, uma das características mais marcantes na arquitetura do complexo. Profissionais de diferentes áreas de conhecimento participaram desse processo - arquitetos, carpinteiros, pintores, artistas e administradores.


A visitação é feita de cima para baixo. Os visitantes sobem até o último andar da Escola do Olhar, onde há um terraço com vista para a Região Portuária. De lá, têm acesso aos pavilhões com as mostras do museu. O último andar é dedicado ao Rio de Janeiro e tem sempre exposições dedicadas ao tema. Os outros três pavilhões trazem exposições com temáticas variadas que duram aproximadamente três meses cada.


O programa Porto Maravilha Cultural também oferece aos visitantes do museu oportunidade de conhecer melhor a Região Portuária. O tour gratuito levará os interessados a pontos históricos e culturais do entorno do museu em visitas educativas às terças-feiras, aos sábados e domingos, 10h30, 12h30, 14h30 e 15h30.

CENTRO CULTURAL JOSÉ BONIFÁCIO


O Centro Cultural José Bonifácio é um dos seis pontos do Circuito Histórico e Arqueológico da Celebração da Herança Africana. Com 2.356 m², três pavimentos e 18 salas com usos diversificados, o novo centro reabriu em 20 de novembro de 2013, após obra de restauro do programa Porto Maravilha Cultural, sob a coordenação da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (Cdurp), em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura e o Instituto Rio Patrimônio da Humanidade. Os órgãos mantêm o compromisso de preservar e valorizar a cultura Afro-Brasileira e da Região Portuária.


Foram restaurados pisos, telhados, fachadas, forros, esquadrias, revestimentos e ornamentos. A obra instalou sistema de ar condicionado e adaptações de acessibilidade. Painéis de azulejos que retratam as transformações urbanísticas da região do Porto retirados no início das reformas voltaram ao muro de entrada do edifício. O Porto Maravilha Cultural, que destina 3% da venda dos Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepacs) à recuperação do patrimônio artístico, histórico e cultural da Região Portuária, investiu R$3,8 milhões nessa restauração.

MUSEU DO AMANHÃ


Novo ícone da Região Portuária, o Museu do Amanhã explora possibilidades de construção do futuro. Erguido no Porto Maravilha e projetado pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava sobre a Baía de Guanabara, foi inaugurado pela Prefeitura do Rio no dia 19 de dezembro de 2015. Âncora cultural do projeto de revitalização da Região Portuária, o museu é o símbolo mais eloqüente do renascimento de uma área de cinco milhões de metros quadrados, parte da história do Rio e que enfrentava décadas de atraso e abandono.


Ancorada no Píer Mauá e vizinha ao Museu de Arte do Rio (MAR), a estrutura do Museu do Amanhã já faz parte do novo cartão postal do Rio, a Praça Mauá onde o Elevado da Perimetral é uma lembrança do passado e os trilhos do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) são uma realidade. A experiência promove o encontro entre ciência e arte, razão e emoção, linguagem e tecnologia, cultura e sociedade. Iniciativa da Prefeitura do Rio realizada com a Fundação Roberto Marinho, o museu já é ícone das transformações pelas quais a cidade vem passando.


O Museu do Amanhã conjuga o rigor da ciência e a linguagem expressiva da arte, tendo a tecnologia como suporte, em ambientes imersivos, instalações audiovisuais e jogos, criados a partir de estudos científicos desenvolvidos por especialistas e dados divulgados por instituições do mundo inteiro. Traz à cidade, pela primeira vez, o conceito de museu experiencial, no qual o conteúdo é apresentado de forma sensorial, interativa e conduzido por uma narrativa. O espaço examina o passado, apresenta tendências do presente e explora cenários possíveis para os próximos 50 anos a partir das perspectivas da sustentabilidade e da convivência.


O edifício de formas orgânicas, inspiradas nas bromélias do Jardim Botânico, ocupa 15 mil m² e é cercado por espelhos d’água, jardim, ciclovia e espaço para lazer, numa área total de 34,6 mil m². O museu tem ainda auditório com 400 lugares, loja, cafeteria e restaurante, além de uma área dedicada às exposições temporárias.


A instituição faz parte da rede de museus da Secretaria Municipal de Cultura. O Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG), organização social de cultura sem fins lucrativos vencedora da licitação promovida pela Prefeitura do Rio, é responsável pela gestão do museu.

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