Na estrada

Na estrada

Athos saiu da cidade de Rio Pomba em direção à Juiz de Fora na manhã de sábado, ele e sua família tinham um compromisso no início da tarde no bairro Grajaú. Antes saírem sua prima pediu para segui-los porque não conhecia a estrada. O que foi aceito de bom grado.

Ao entrar na rodovia, Athos acelerou o carro para chegar o mais rápido possível ao seu destino, porém ele perdeu o contato visual com o carro de sua prima e teve que diminuir a velocidade até ela encontra-lo. O carro estava andando perto de quarenta quilômetros por hora e nada dela aparecer no retrovisor. Ele diminuiu o carro para trinta quilômetros por hora e nada.

Athos já preocupado parou o carro no encostamento e esperou um pouco. Depois de dez minutos ela aparece no horizonte. Ele então liga o carro e recomeça a viagem, sempre de olho no espelho.

Quando tentava acelerar o carro, via que ela não o acompanhava e tinha que desacelerar. Durante a viagem não passou de trinta quilômetros por hora. Tinham lugares onde ele chegou até a andar mais devagar, com o carro pedindo a redução para a segunda marcha.

Ele começou a ficar preocupado em não dar tempo de chegar na hora do compromisso e sua esposa estava reclamando da demora no banco do carona.

Eles estavam tão devagar que até os caminhões mais pesados e lentos pediam passagem. Algumas vezes Athos tentava até acelerar um pouco para ver se a prima desenvolvia o carro, mas logo depois tinha que ficar esperando novamente.

Já era quase meio dia quando eles finalmente chegaram na entrada da cidade. Ele parou e desceu, ela parou logo atrás. Quando Athos ia reclamar da lerdeza, sua prima foi rápida pela primeira vez e não deixou ele abrir a boca. Reclamou demais por ele ter corrido tanto durante toda a viagem.

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