O “se” necessário às viagens

O “se” necessário às viagens

Certa vez, minha irmã Bia me marcou em uma publicação que dizia: “Não viajo para fugir da vida. Viajo para vida não fugir de mim”. Para ela, o texto reflete um pouco de como sou e, admito, ela tem toda razão. Conhecer outros lugares me permite perceber a grandiosidade das pessoas, da vida e do mundo; é um estímulo a querer descobrir sempre mais. E percebo que cada experiência tem sido mais interessante porque comecei a colocar em prática a técnica do “se”, que fui aprendendo em cada esquina que visitei. Por isso, compartilho algumas delas aqui.

Primeiro, se perca. Sim, estou falando sério. Se estiver visitando um lugar que permita, deixe o mapa ou o Google Maps de lado, ao menos por alguns instantes, e entre em uma via desconhecida, por exemplo. Descobri igrejas, restaurantes, lojinhas de souvenirs e muitos outros pontos incríveis que não estavam apontados em um guia.

E se no meio desse processo encontrar algo que desperte sua atenção, pare! Viu uma bugiganga inusitada? Compre! Talvez não seja possível voltar àquela rua. Deparou-se com uma cena incrível? Contemple, registre! Aquele momento provavelmente não irá se repetir. Ah, é um espetáculo? Então interaja, cante, dance! Não há vergonha alguma em quebrar o “protocolo”.

Se permita provar um novo sabor, cheiro. A gastronomia local é uma das partes que mais amo em qualquer lugar que visito. Ainda não foi o meu caso, mas vai que lá na Tailândia os insetos pareçam menos exóticos do que nas fotos? Do ponto de vista nutricional, eles são muito saudáveis! Foi para um país em que a cultura recomenda um tipo de vestuário diferenciado? Então, embarque nos costumes locais. Na parada que fiz no Marrocos, optei por roupas sem decote e dei uma de “Jade”, ao andar com um lenço cobrindo a cabeça por Casablanca. Foi, no mínimo, singular.

E ao perceber que é possível mudar, aproveite para se conhecer. É isso aí. Tire uns momentos para meditar, para perceber o quanto essa viagem representa um sonho, uma nova etapa da vida, uma oportunidade de crescimento profissional ou qualquer outra razão. Se recrie, conheça outras pessoas, assuma, nem que seja momentaneamente, uma nova identidade e seja quem quiser. Experimente a sensação da liberdade proporcionada pelo fato de ser um desconhecido naquele local.

E, por último, e talvez o mais importante, se desconecte. A vida é muito mais do que se compartilha nas redes sociais. O melhor registro que se pode ter é na memória. Estes são apenas alguns dos meus “se”, mas podem existir muitos outros que tornem a sua viagem ainda mais especial. Por isso, deixe o acaso te surpreender. Até a próxima.

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