Não há lugar como a nossa casa

Não há lugar como a nossa casa

Faço parte de vários grupos nas redes sociais que têm como tema em comum pessoas que vivem ou desejam viver fora do Brasil. Muitas vezes, ao passar os olhos pelas publicações, vejo inúmeros indivíduos discorrendo sobre os motivos que os levam a querer sair do país. Considero a maior parte verdadeira, como questões relacionadas à violência e à impunidade que acomete a nação. Contudo, sinto certo desgosto quando leio um brasileiro dizendo que, por aqui, não há nada bom.


A verdade é: acho que o Brasil possui inúmeras coisas incríveis. Por exemplo, posso citar nossa gastronomia? Me diz: há doce de leite ou pão de queijo que se compare ao mineiro? Ou pratos como feijoada,vatapá, cuscuz,galinhada, moqueca ou arroz de carreteiro pelo mundo afora? E o nosso clima? Apesar de ser um pouco instável em algumas cidades (em JF podemos ter as quatro estações em um mesmo dia), não sofremos com vulcões, tornados, terremotos. Ah, e as nossas belezas naturais como as piscinas de Maragogi, as Cataratas do Iguaçu ou os Lençóis Maranhenses?

E a nossa alegria de viver? De sorrir mesmo diante das adversidades? A capacidade que temos de ultrapassar as barreiras e nos reinventarmos? O brasileiro é o mestre na arte do “desembolar”, de fazer sempre mais e melhor. Não perde muito tempo com cerimônias, abraça sem questionar demais. Concordo que seria ótimo se não precisássemos de passar por tantas dificuldades, que o nosso país estivesse caminhando em direção ao futuro e não em marcha à ré. Mas essa é uma situação que temos de enfrentar.


Estou em Juiz de Fora e, apesar de perceber que nossa Manchester Mineira também sofre com os efeitos da crise nacional, continuo adorando estar aqui. Há uma sensação de pertencimento que, ao meu ver, é mais intensa quando estamos realmente em casa. Por isso, quando me perguntam o porquê de sempre querer voltar, a minha resposta é simples: aqui é o meu país. Não é porque uma pessoa mora fora que ela para de ser brasileira. No meu caso, tento deixar a nossa marca onde quer que eu vá, sempre sorrindo e mantendo uma postura otimista. Voltar não é uma obrigação e sim uma escolha, quase uma necessidade, feita sem qualquer dificuldade. Sou feliz por ter asas, mas também por saber exatamente onde estão as minhas raízes. Até a próxima.

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