É hora de “pescoçar” na Feira

É hora de “pescoçar” na Feira

O Verão está chegando com tudo e, com ele, a vontade de bater perna. Já não há a desculpa do frio que congela e dá preguiça, porque o calor está transformando a minha casa em um “mini-forno”.

Durante a semana, mantenho a rotina um pouco entediante de ficar sentada horas em frente ao computador, por conta da dissertação, mas o sábado e o domingo têm sido destinados para desbravar cada pedacinho de Lisboa. A última descoberta foi em família, quando conheci a famosa “Feira da Ladra”. Pois é, a capital portuguesa tem uma versão bem semelhante à nossa “Feira da Avenida Brasil”.

Situada no Campo de Santa Clara desde 1903, ela reúne uma infinidade de vendedores que comercializam desde produtos de higiene pessoal a roupas, calçados, ferro-velho, artigos eletrônicos (demos de cara com um Mega Drive dos meus tempos de infância), antiguidades, os famosos azulejos lisboetas e muitos livros.

Durante a caça, coletei três títulos que serão os próximos a serem devorados entre as leituras de Marketing: Humilhados e Ofendidos, do Dostoiévski; As Aventuras de Sherlock Holmes, de Arthur Conan Doyle; e A Idade da Inocência, de Edith Wharton, todos por um euro. Queria levar mais, como boa consumista que sou, mas a minha consciência chamada Caroline – minha irmã– não deixou.

Tal como em qualquer feira, é necessário ir com um tempinho para dar uma boa olhada em tudo e garimpar os objetos mais bacanas, que estão em barracas ou espalhados pelo chão mesmo. Se você tem um olhar clínico é capaz de encontrar souvenirs bem originais e típicos do país. Para quem, como eu, só quer pescoçar mesmo, o lance é ficar regateando, pedindo desconto e dizendo que não é turista para gastar sem dó. Na base da negociação, compramos casacos, camisas, livros e artesanatos; nada que ultrapassasse dez euros.

Nós fomos em um sábado, mas a Feira também pode ser vista às terças,em geral das 6h às 17h. Há muitos cafés e restaurante ao ar livre na região. Por isso, se estiver um dia de calor (como nós pegamos) vale sentar e pedir um suco/chope e comer uns bolinhos de bacalhau.

E naquela região não é só a Feira da Ladra que merece atenção. Como praticamente tudo em Lisboa são ladeiras, é só continuar subindo que é possível chegar ao Jardim Botto Machado (tem um mirante espetacular lá), ao Mercado de Santa Clara (há uma exposição muito bacana dos hábitos de Lisboa), ao Panteão Nacional, à Igreja de São Vicente de Fora, entre muitos outros. Cada passo, realmente, é uma nova descoberta. Até a próxima.

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