Enchendo a pança

Enchendo a pança

Sou uma pessoa afeita aos simples prazeres da vida: dormir, ler, caminhar, comer... Este último, em especial, tem sido recorrente até nos meus sonhos. Vou ao Brasil nas férias e, com a proximidade da data, já fico na ansiedade e com água na boca só de pensar em pastel com caldo de cana, feijoada, pão de queijo, coxinha com muito catupiry e pão com mortadela. Ops! Acho que acabei de cometer um crime posso ter uma baita indigestão, já que parece não ser mais ser possível juntar as duas últimas gordices da minha lista de desejos: a coxinha e a mortadela.

Os brasileiros sempre foram conhecidos por conciliar as dificuldades com a alegria de viver; os problemas em uma mão e a diversão na outra; o errado com o que deve ser feito. Porém, parece que nós esquecemos nossa essência. O jeitinho para conciliar opiniões diferentes – desde futebol, religião e, principalmente, política – escapuliu e atualmente pareceque agora todos estão a pisar em ovos.

Com esse racha que está rolando por aí, não sei o que nos espera. Parece que agora ou o acarajé é quente (daqueles apimentados) ou frio (sem pimenta alguma).Amigos viram inimigos (de raiva, já tirei uns e outros do meu feed no Facebook) e opiniões pessoais são hostilizadas na vida real e principalmente na virtual.

Contudo, acredito que se voltarmos a olhar por todos os ângulos, será possível notar pontos positivos e negativos. A exemplo da coxinha e da mortadela, elas podem aumentar os riscos de problemas cardíacos, cansaço, dores de cabeça, falta de energia e obesidade. Mesmo com tudo isso, se o consumo for equilibrado, não há mal.Me questiono se seria possível fazer uma aliança entre eles (minha sugestão é uma coxinha com recheio de mortadela), em nome da satisfação de toda uma nação?

No momento, a receita do sucesso é falar, mas também ouvir. Buscar a harmonia, questionar o que for ultrapassado, superar o que já passou e encontrar o ponto de equilíbrio. Não adianta apenas apontar quem foi o responsável pelo resultado final, porque todos nósfomos culpados, em algum momento.

Talvez a consistência ideal seja encontrada com mais açúcar e menos acidez. Reflita, eu estou fazendo isso!Você também pode ter errado a mão no tempero. Espero que, no final das contas, o banquete não fique apenas nas mãos de uns poucos gulosos, enquanto o povo continua faminto. Até a próxima.

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