O peixe morre pela boca?

O peixe morre pela boca?

Muito se fala sobre o que comemos atualmente. Não estou falando neste momento sobre certas denúncias e, sim, sobre como os hábitos alimentares podem influenciar nossa vida.Tenho sido indisciplinada e, por isso, estou vivendo uma batalha com a balança, que neste momento está uns pontos à minha frente no jogo. Por aqui, é difícil se manter com a boca fechada. O país parece incentivar o povo a viver em uma constante mastigação. Até nos filmes, séries ou programas televisivos há sempre o que se petiscar.

Fui ao cinema na última semana e o balde de pipoca, além de imenso, vinha com manteiga derretida. Pode isso? O refrigerante ou suco é refil nas lanchonetes e redes de fast-food e quanto maior o pacote, mais barato ele é. E as lojas? Elas são, em sua maioria, imensas e o hábito de comprar grandes quantidades de um mesmo item é recorrente.É um ato comum visto que as famílias por aqui são numerosas. Uso como exemplo minha irmã: somos atualmente dez pessoas em casa e uma cadelinha charmosa que come por dois (até iogurte natural ela ganha).

Brincamos que minha irmã é sócia das redes de supermercado daqui. Todos os dias chegam caixas de comida.Vai de cereal aos jantares saudáveis pré-preparados do meu cunhado, que está de dieta como eu. Vale ressaltar que temos um armáriocom um estoque de comida que dá para a família sobreviver por alguns meses se rolar um apocalipse zumbi. É, assimeu vou vivendo por aqui, tendo de sobreviver às tentações.

E aproveitando que estamos falando de comida,apenas uma observação de quem está cansada de ler más notícias: o brasileiro está tão acostumado com as descobertas bizarras que tudo vira motivo de chacota. Dizem que o melhor do Brasil é o seu povo e que os memes são parte da nossa marca registrada.Contudo, vale lembrar que a gozação está sendo feita com seu dinheiro, sua saúde, sua dignidade. Não é bacana levar na esportiva o fato da comida que ingerimos – e que é tão cara –poder trazer prejuízos ao nosso bem-estar. Quem sabe quando o próprio brasileiro se levar mais a sério, nossos governantes percebam que não somos mais um povo facilmente manipulado?

E cuidado com o lê por aí. Enquanto jornalista, um dos principais ensinamentos que recebemos é ler, interpretar e buscar mais de uma versão do mesmo fato. Dizem que sempre há a minha visão, a sua visão e o que realmente aconteceu. Por isso, tenha atenção e procure saber o que realmente tem consumido, um alerta que vale das notícias que lê aos rótulos dos produtos que compra.

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