O que você quer?

O que você quer?

Nos últimos meses, acabei me tornando uma espécie de “Ponto de Referência” para alguns conhecidos, e outros, nem tanto. Não por minha beleza, história ou importância cultural (quem me dera), mas por estar morando em Portugal. Muitas vezes, sou questionada sobre como está sendo a experiência, o que é mais difícil e por aí vai.


Contudo, as perguntas, para as quais hoje tenho respostas mais claras e definidas, podem ter respostas diferentes para cada indivíduo. Por exemplo, acredito que antes de escolher sair do Brasil, primeiro é necessário pensar qual é o seu objetivo com esta mudança. Onde você quer chegar? Os planos nem sempre saem do jeito que idealizamos, mas traçá-los, por vezes, nos ajuda a saber onde estamos e onde queremos chegar. O lance é só viver uma experiência fora? É dar um up na carreira, tendo em conta que serão conhecidos outros mercados? Pode ser até se apaixonar!


E quanto à instituição de ensino e área preferencial? No momento da escolha, o ideal é fazer uma pesquisa minuciosa, avaliar cuidadosamente o tempo de duração dos cursos, o valor, o corpo docente e suas respectivas qualificações, quais são as disciplinas que compõem a grade... Vale ressaltar que cada país tem uma particularidade. Se você é um amante de Cinema, por exemplo, talvez boas opções de escolas estejam nos EUA, França ou China.
A questão da grana também é de grande importância. Vale fazer uma planilha de custos listando moradia, alimentação, curso, medicamentos, viagens, entre outros. No meu caso, por exemplo, tenho uma gastrite que me acompanha por onde vou e, por isso, sempre carrego comigo o remédio com o qual me adaptei. Assim, antes de viajar faço meu estoque anual. A listagem é importante para ajudar a delimitar quais países e escolas cabem no orçamento e também para não correr o risco do sonho virar um pesadelo.


Quando decidi viajar tinha em mente um sonho: lecionar. Foi um processo lento, de “digestão” do assunto, de avaliação dos prós e contras. Escolher dá medo e não sabemos se tomamos a decisão certa até vivermos a situação. Contudo, sabia que esse mestrado iria acrescentar uma bagagem profissional e, também, pessoal. Seria forçada a amadurecer de uma forma única.


Morar fora significa uma mudança brusca: é deixar de lado o comodismo, a nossa “segurança” profissional e pessoal; é ter que conviver, muitas vezes, com a solidão; é encarar a própria “gororoba”, porque já não há mais comida de mãe; é olhar para os lugares e não ter histórias divertidas vividas ali. É construir uma nova carreira, talvez uma identidade e, principalmente, ser avaliado simplesmente por ter uma nacionalidade diferente daquele país. Sim, nem tudo são flores; convive-se com o melhor e com o pior. Por isso, a dica é: considere hipóteses, faça um planejamento e, principalmente, uma avaliação interna dos próprios objetivos. E se quiser, conte comigo para tirar qualquer dúvida! Até próxima!