A escolha do terreno ideal

A escolha do terreno ideal

 cabecalho arquitetura
Nada como o conhecimento empírico ou sabedoria popular para trazer verdades 50% absolutas à luz da ciência.

Certa vez ouvi de um senhor que fazia o serviço de escavação de sapatas (buracos para a fundação da obra) dizer a seguinte máxima:

– Felizes somos nós que fazemos a fundação. Na obra tenho pena é do pintor.

Obviamente, ele ficou esperando minha interjeição para concluir sua pérola. Assim, respondi, com meu entusiasmo habitual diante desse tipo de situação:

– Hã?!

– É porque quando a obra começa, na escavação do terreno, o cliente ainda está cheio de alegria, expectativas e... dinheiro. – e continuou. No fim da obra o cliente já passou por um monte de aborrecimento, várias coisas não saíram do jeito que ele queria, o dinheiro está acabando, aí a raiva vai toda para o pintor.

Infelizmente essa percepção muitas vezes corresponde à verdade.

Entretanto, existe aí um erro conceitual.

A obra não começa no preparo da fundação, mas, bem antes, se inicia na escolha do terreno ideal.

Mas, antes de sair à procura do seu terreno ideal, a primeira coisa que precisa ter em mente é: precisa de um para quê? Qual o uso dará para ele?

Essa definição é fundamental pois o terreno ideal para um tipo de necessidades pode não o ser para outros tipos.

Um terreno plano, por exemplo, o xodó da maioria dos corretores, seria o ideal para quem gosta de vista?

Um terreno no centro seria o ideal para quem quer privacidade e sossego?

Um terreno grande e com área verde o ideal para quem não tem tempo de cuidar nem das plantas artificiais de dentro de casa?

São realmente muitas as variáveis. Assim, o importante é ter claro para você mesmo o que quer com sua futura construção.

Nesse sentido o apoio de um arquiteto é fundamental desde esse início, pois auxilia no direcionamento da busca e nas sugestões de soluções que venham ao encontro dos seus desejos.

Ah... se precisarem de um bom arquiteto para essa consultoria, posso indicar um.

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Começando pelo começo

Comecemos a escolha do terreno pelo começo: os aspectos jurídicos e legais. Essa é uma parte chata, mas necessária e fundamental para que o sonho não se torne pesadelo.

Situação jurídica e cartorial
O terreno possui registro em cartório? Só contrato de compra e venda não lhe torna proprietário de fato. Ele está livre e desimpedido para transações imobiliárias? Livre de dívidas municipais, estaduais e federais? Faz parte de inventário ou de disputa judicial?
Caso esteja comprando de pessoa jurídica, deve-se pedir a CND do INSS (o terreno pode estar alienado em eventuais ações trabalhistas).

Modelo de zoneamento urbano
Você sabia que nem toda região pode ter qualquer tipo de construção? Existem lugares em que não pode haver nenhum tipo de comércio, indústria e outros, ainda, que não podem ter residências!
Imagine comprar um terreno pensando em construir um mercado, ou escola, e só depois descobrir que nada disso pode ser feito ali?! Um bom corretor de imóveis pode te indicar, desde o início, as características de uso do terreno.

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Morro acima, morro abaixo ou terreno plano?

Uma das primeiras questões que observamos quando chegamos no terreno é sua topografia.

Há um senso comum de que os terrenos planos são os melhores, ou que no fim da conta vão criar uma obra mais barata. Mas isso nem sempre é verdadeiro.

Vantagem financeira
Muitas vezes a economia feita ao se comprar um terreno inclinado ao invés de um plano é suficiente para pagar a fundação e ainda sobrar um troco para outras partes da obra (inclusive o churrasco de inauguração).

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Tamanho não é documento

Algumas vezes o terreno pode ser grande mas pode ter uma série de restrições legais para se construir: afastamentos frontais e laterais, taxas de ocupação, áreas de servidão, faixas “non aedificantes” para estradas, cursos d'água e represas, áreas de preservação permanente.

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Lá vem o Sol

Alguns elementos naturais pesam muito no projeto e, por isso, influenciam na escolha do terreno. A posição do nascer do Sol é um deles.

A luz natural é fundamental para a salubridade da casa pois, além de evitar mofo e doenças, cria ambientes mais “vivos”, menos depressivos.

O posicionamento da casa deve tirar o máximo proveito do Sol: ambientes de longa permanência (quartos, salas) devem ficar preferencialmente para o leste e ambientes molhados (cozinha, serviço, banheiros) podem ficar para o oeste ou norte, que são os lados que absorvem mais calor.

Em regiões frias essa lógica pode ser alterada.

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