Central de Interpretação de Libras é inaugurada na cidade

Central de Interpretação de Libras é inaugurada na cidade

A primeira Central de Interpretação de Libras de Juiz de Fora foi inaugurada nessa segunda-feira, 22, em evento promovido pela Prefeitura de Juiz de Fora (PJF), em parceria com o governo estadual. O objetivo da Central é promover a acessibilidade para pessoas surdas em repartições públicas, além de facilitar o acesso das pessoas com deficiência a serviços públicos. Juiz de Fora é a terceira cidade do estado de Minas Gerais a receber a Central.
O prefeito Bruno Siqueira esteve presente na cerimônia de inauguração, acompanhado do secretário de Desenvolvimento Social, Flávio Checker, do deputado estadual Isauro Calais (PMN) e do secretário de Direitos Humanos do Estado, Nilmário Miranda, além de militantes e representantes de associações que defendem os direitos das pessoas com deficiência.
“Foi uma parceria muito importante que fizemos com o governo estadual por meio do secretário Nilmário Miranda. A partir de agora vamos ter essa Central, que é mais uma oportunidade de inclusão para as pessoas que precisam, para que elas tenham uma melhoria em relação aos seus direitos”, destacou Bruno Siqueira, ressaltando que a Central de Libras será um mecanismo de inclusão.
Miranda também falou sobre a necessidade de incluir as pessoas surdas na convivência social, por meio de políticas de acessibilidade. “O surdo tem dificuldades de comunicação, de receber e transmitir informações. A linguagem de libras sempre foi um grande instrumento, mas era utilizado artesanalmente, dependendo de um conhecimento específico. A Central de Libras vai fazer isso de uma forma mais ampla. Os servidores da Prefeitura estão sendo treinados na linguagem de sinais para poder, em variadas circunstâncias, atender o povo. A questão é assegurar o direito de todos, e os surdos não podem viver excluídos da convivência social”.
Bruno Viana, presidente da Associação dos Surdos de Juiz de Fora, comentou a importância dos intérpretes que vão atender na Central. “Isso que está acontecendo é muito importante. É mesmo muito difícil a comunicação, e às vezes, os lugares não têm intérprete. Começa um trabalho novo em Juiz de Fora junto da Central, onde sempre quisemos estar juntos para quebrar barreiras”.
O deputado estadual Isauro Calais falou sobre a possibilidade de disponibilização de uma emenda para que agentes bancários aprendam a linguagem dos sinais, com o objetivo de colaborar para que essas pessoas possam exercer a cidadania, além de outra solicitação para a construção de rampas no Centro da cidade.
Os atendimentos na Central serão feitos de três formas: virtualmente, por meio de demandas recebidas por e-mail, Skype e webcam; presencialmente, por meio de agendamentos de atendimento para acompanhamento público em hospitais, tribunais e delegacias, por exemplo; e por meio de uma sala de acolhimento, onde os intérpretes estarão à disposição quando os atendidos necessitarem tratar de assuntos particulares, para facilitar a comunicação entre as pessoas com deficiência e seus ouvintes. Dois intérpretes atenderão no local. A Central fica localizada no Departamento de Políticas para a Pessoa com Deficiência e Direitos Humanos (DPCDH) na Rua São Sebastião, 750, Centro.

PROJETO


Um projeto direcionado para o acolhimento de crianças surdas também está sendo desenvolvido na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) desde 2012. O trabalho foi desenvolvido pelo Centro de Ciências da instituição, e tem como objetivo abordar assuntos de Ciências nos quais não existem ainda termologias específicas na linguagem de sinais.
“O projeto surgiu com uma demanda dos pais ao visitarem o Centro de Ciências e verificarem que algumas exposições abordavam assuntos de Ciências como Química e Física, e não existiam termologias específicas na linguagem de sinais. Surgiu, nesse momento, esse projeto, onde o cunho é trazer propostas didáticas de ensino na língua de sinais para alunos surdos”, explica o professor regente do curso, Vinícius da Silva Carvalho.
A partir desta demanda, uma pesquisa foi iniciada para abordar essa metodologia com os alunos. “Paralelo à escola, trabalhamos assuntos de cunho social. Vamos trabalhando expressão corporal, no que tange os recursos visuais, imagens, fotografia, programas de computador, e tudo isso vai colaborando com o desenvolvimento do aluno. A tecnologia é um recurso super importante, como o datashow, programas de computador, e tudo leva para eles um recurso visual”.
As inscrições para o curso estão abertas e privilegiam crianças a partir do 9º ano do Ensino Fundamental, que já têm introdução a disciplinas como Química e Física. As inscrições vão até 3 de março, e a seleção acontece no mesmo dia. Os interessados em participar devem mandar e-mail para o Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. O professor regente do curso pede para pais, familiares e amigos para incentivar os alunos com deficiência auditiva a participar.

Logotipo do Grupo DMI    Logotipo da Agência Formigueiro