Setor de construção civil registra queda de 8% em 2015

Setor de construção civil registra queda de 8% em 2015

Assim como em outros setores, o setor da construção civil foi afetado pela crise econômica e também registrou queda em 2015. De janeiro a novembro deste ano, o setor apresentou queda de 8% com relação ao ano passado, mas especialistas afirmam que este é o momento de o consumidor investir em imóveis.
Para o engenheiro civil e empresário, Norton Garcia, o ano de 2015 foi um momento de adaptação. Ele conta que conseguiu manter todos os funcionários de sua empresa, mas teve que se adaptar. “Fazíamos reformas de mais alto luxo, e hoje, nos adaptamos para fazer reformas menores. Algumas coisas que tínhamos parado de fazer, como atuar fora de Juiz de Fora, contribuiu para que mantivéssemos nossa equipe. Fizemos nosso esforço para continuar trabalhando e nos adaptamos”.
O empresário conta que sentiu a queda da procura por novas construções, mas afirma que a procura por reformas, que costuma ser alta no fim do ano, caiu com menor intensidade. “A nível de construção de casas, onde o investimento é maior, caiu muito a procura. Nem solicitação de orçamento tem. Em alguns casos, estávamos fazendo a obra e o cliente pediu para parar. A nível de reforma, a procura foi menor que em outros anos, mas aconteceu”.
Segundo o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Juiz de Fora, Aurélio Marangon Sobrinho, o resultado não é diferente do que foi verificado no país e em Minas Gerais. “Vamos fechar o ano com uma tendência de queda de 8% na atividade econômica ligada à construção civil. Primeiro, vem a questão do financiamento de obras. Com a diminuição dos financiamentos para a casa própria, os agentes financeiros diminuíram o número de financiamentos. No caso de empreitadas, a questão vem da falta de dinheiro de obras públicas, oriundos de verbas municipais, estaduais e federais”.
O presidente ainda destaca que a diminuição no número de licitações públicas contribuiu para que o setor sentisse os impactos da recessão. Mas, segundo ele, os empresários estão buscando soluções para evitar maiores impactos. “Os empresários têm reclamado de falta de concorrência, pois não tem tanta licitação como no ano passado, por exemplo. Em outro caso, construtoras diminuíram lançamentos de prédio para vender apartamentos. A princípio, o que temos feito é participar de seminários e trazer palestras para orientar”.
Para o consumidor, no entanto, o momento pode ser ideal para investir, visto que a probabilidade é de que o reajuste do ano que vem seja menor do que a inflação. “Esperamos que essas definições econômicas e políticas se resolvam e o mercado volte ao normal. Esse é o sentimento que temos, de que é temporário e que esse tempo de recessão seja curto e que o mercado vai voltar a funcionar da forma que estava. Estamos pensando em uma recuperação rápida”.

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