Moradores de Benfica pedem solução para alagamentos constantes em ruas do bairro

Moradores de Benfica pedem solução para alagamentos constantes em ruas do bairro

Cerca de 40 moradores das ruas Paulo Garcia e Padre Miguel Van Wick, no bairro Benfica, zona Norte, se reuniram, na manhã dessa segunda-feira, 14, para chamar atenção para os constantes alagamentos que atingem os moradores da região. Com a chegada da temporada de chuvas, as ruas, que segundo moradores não têm escoamento adequado, ficam inundadas, e as residências acabam atingidas.
Segundo José Geraldo da Silva, morador da Rua Padre Miguel Van Wick, os problemas são antigos. “Nos mudamos para o bairro há quase 18 anos e, pelas informações dos moradores mais antigos, o problema dura mais de 20 anos. Com a descida de enxurrada, a água traz muito barro e terra, que ficam acumulados próximo de casas mais baixas. Na extensão de toda essa rua, que gira em torno de três ou quatro casas, só tem uma boca de lobo. É uma reivindicação antiga de pedir aos órgãos competentes que, pelo menos, façam vistorias para ver o que pode ser feito”.
O morador conta que, toda vez que chove, mesmo que moderadamente, a rua fica alagada, e os moradores das casas da parte mais baixa da rua têm suas casas invadidas pela água. “Sempre que chove, rapidamente a rua fica alagada. Temos vários agravamentos, porque a água vem de enxurrada do bairro Vila Esperança, desce com força e, quando chega na rua, fica parada e não tem para onde sair”.
Para a moradora Wany Mendes, que reside na Rua Paulo Garcia há mais de 40 anos, os problemas começaram há 20 anos, e não têm tido solução desde então. “Qualquer chuva que dá, alaga tudo, porque vem água das ruas transversais. Não tem capina e, de vez em quando temos que chamar o setor de zoonoses, porque surge rato, cobra e outros bichos. A gente fica preso dentro de casa. Quando chove, surgem ondas na minha varanda quando passa carro na rua”.
Segundo a presidente da Associação de Moradores do bairro Benfica, Aline Junqueira, a região conhecida como várzea sempre teve pelos pequenos alagamentos, mas a situação teria piorado muito este ano por conta de intervenções na região. “O problema é que quanto mais a região vai sendo urbanizada, os lugares vão piorando. Sempre foi uma região de várzea, mas antes a água ficava na terra e ia embora. No entanto, com novas construções e com o aumento da população, o problema aumentou e não teve resolução”.
Ainda segundo Aline, a Rua Paulo Garcia é utilizada como acesso ao bairro Distrito Industrial, também na zona Norte, e muitos caminhões passam pelo local. “O asfalto da rua vai ficando mais baixo, e recebe água de todo o entorno. Também tem um lote no final da rua que foi aterrado. Antes, ele era de terra e contribuía para a absorção da água, mas foi aterrado e a água não escoa”. Ela ainda mencionou duas empresas, no Distrito Industrial, que teriam direcionado todo o escoamento de suas águas para o bairro, prejudicando-o ainda mais.
Aline conta que a manifestação foi ideia dos próprios moradores, e que um novo protesto já está marcado para o próximo sábado, 19. “A intenção é divulgar o problema para a região e para a população e conseguir apoio. A gente sabe que existe um projeto do governo e que a prefeitura sabe dos problemas. Já tivemos reuniões, mas a questão é que quando chega o tempo da chuva, os moradores ficam desesperados, tirando água da chuva de dentro da casa, por isso pedimos medidas emergenciais”.
Segundo a assessoria da Secretaria de Obras, “a Prefeitura de Juiz de Fora fez o projeto para implantação de rede de drenagem na várzea de Benfica e enviou o mesmo para o Governo Federal para a captação de recursos, já que o projeto está orçado em cerca de R$2 milhões. O projeto foi aprovado no PAC, mas apesar de todos os esforços feitos pela Prefeitura, até o presente momento, o Governo Dilma não liberou os recursos para obra”.
Sobre a falta de capina no local, o Departamento de Limpeza Urbana (Demlurb) informou que a equipe de capina esteve três vezes no bairro Benfica neste ano, sendo que a última ação aconteceu em outubro. Sobre o terreno que teria sido aterrado na Rua Paulo Garcia e as empresas que estariam direcionando escoamento para o bairro, a Secretaria de Obras informou que a reportagem deve confirmar com a Secretaria de Administração e Recursos Humanos e com a Secretaria de Atividades Urbanas. No entanto, devido ao horário, as assessorias não foram encontradas.

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