Estudo da UFJF aponta melhorias para locomoção de idosos

Estudo da UFJF aponta melhorias para locomoção de idosos

A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) está realizando um estudo que visa trazer melhorias para a mobilidade dos idosos em Juiz de Fora. Realizada pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, a pesquisa envolve bolsistas e analisa a acessibilidade de Instituições de Longa Permanência para idosos na cidade.


“Fazemos uma análise em acessibilidade social nessas instituições, e, consequentemente, propomos soluções de acessibilidade a esses espaços”, explica o professor orientador do projeto, Emmanuel Pedroso. “Para isso, nós utilizamos quatro pontos: o modo como o idoso se desloca, o modo como ele se orienta naquele espaço, como ele utiliza os ambientes e como ele se comunica”.


Atualmente o projeto se encontra em um momento de fundamentação teórica. “Estamos ainda elaborando a nossa ferramenta de análise. A equipe estudou temas relacionados a todo o conceito de acessibilidade plena e espacial. A intenção é que, em breve, a gente dê início à pesquisa de campo, onde vamos visitar as instituições aplicando essa ferramenta de análise, e depois propor soluções em acessibilidade para elas”, continua o professor.


“Temos problemas tanto no ambiente interno, em casa e nos edifícios, quanto no espaço público”, relata. “Os ambientes precisam ser analisados para se conceber que, além de serem acessíveis,os espaços devem se relacionar com a memória do idoso, atendendo suas demandas. Tentamos reimaginar problemas comuns na vida do idoso, como piso escorregadio, aplicação inadequada de materiais de construção e falta de elementos de apoio”.


Como a pesquisa é voltada para as moradias coletivas, a intenção é contribuir com ideias que melhorem a qualidade de vida da população que vive nessas instituições. “O projeto pensa, sobretudo, nos espaços de convívio, como salas de jantar, refeitórios e pátios”, esclarece Pedroso. “As propostas que temos como meta são a favor da melhora do deslocamento dos idosos, superando as barreiras físicas. Frequentemente temos ideias como abertura do espaço, instalação de um maior número de janelas, finalização mais caprichada, mobília mais firme, mudança de piso, retirada de tapetes soltos, instalação de barras de apoio nos banheiros e cama mais baixa, permitindo que o idoso se sente colocando os pés no chão, por exemplo”.


O orientador finaliza ressaltando a importância da pesquisa. “É essencial fazermos essa ponte entre a universidade e a comunidade, tornando os alunos mais sensíveis à demanda do idoso”.

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