Tentativa de assalto na Marechal Deodoro é impedida pela PM e R$55 mil são recuperados

Tentativa de assalto na Marechal Deodoro é impedida pela PM e R$55 mil são recuperados
Uma loja de utensílios domésticos foi assaltada na manhã desta segunda-feira, 30, na Rua Marechal Deodoro da Fonseca, Centro. Dois homens, de 17 e 27 anos, foram detidos pela Polícia Militar (PM) durante a ação. Cerca de R$55.573,00, que estariam dentro de uma mochila e que teriam sido roubados na tesouraria do estabelecimento, foram recuperados pela PM, juntamente com uma motocicleta, que seria usada pelos autores para a fuga, dois capacetes e um revólver. 
Segundo a PM, três funcionários da loja teriam sido rendidos pelos suspeitos, que estavam armados. Um dos criminosos, de 27 anos, teria tentado fugir pelo telhado e desceu até a Rua Fonseca Hermes, onde foi detido. Um terceiro envolvido, que estaria esperando os dois suspeitos, conseguiu fugir, mas foi preso na zona Leste. 
A ação engrossa as estatísticas relacionadas a assaltos em Juiz de Fora, quando há roubo mediante violência e ameaça. Segundo dados da Secretaria de Defesa Social do Estado de Minas Gerais (Seds), em outubro foram registradas 164 ocorrências de roubos consumados no município, o maior número de registros em todos os meses deste ano, contra 102 registros em janeiro, mês em que houve o menor número de ocorrências. Em setembro, foram registradas 138 roubos. 
Apesar de os dados não destacarem regiões ou alvos dos assaltos, os casos de roubo a estabelecimentos comerciais como lojas, padarias e mercearias, por exemplo, têm se tornado recorrentes, bem como assaltos a táxis, ônibus e a transeuntes. Só neste final de semana, dos sete casos de roubo registrados pela PM, cinco estão relacionados à roubos de transeuntes, um está relacionado a roubo a táxi e outro a estabelecimento comercial.
Segundo o assessor de comunicação da PM, major Marcellus Machado, a polícia busca intensificar o policiamento de acordo com as estatísticas recebidas. “A PM toma todas as providências para fazer patrulhamento, pois sabemos que o crime é um triângulo. Os vértices são a falta de vigilância, a motivação do agente e a vítima em potencial. Quando quebra um desses vértices, o crime não acontece. Quando um estabelecimento fica aberto até mais tarde, por exemplo, um táxi roda mais tarde, ou um ônibus tem um ponto final mais afastado, por exemplo, são vítimas em potencial. Fazemos o patrulhamento contemplando essas situações”.
Ainda segundo o policial, o patrulhamento é realizado pela PM por meio de bases comunitárias, consideradas uma melhora quando comparadas aos antigos postos policiais. “Temos bases comunitárias móveis que fazem o serviço do posto, mas há maior mobilidade e praticidade no patrulhamento. Com o posto, a linha de ação é muito reduzida, então estamos dando preferência às práticas mais atuais”.
Segundo o sub-tenente Wellerson, que atendeu a ocorrência na loja de utensílios domésticos nessa segunda-feira, os criminosos estão reconhecendo oportunidades e tentando se aproveitar delas. “O comerciante e o cidadão têm que tomar medidas de proteção e mais cuidados com seus pertencentes, pois nessa época aumento o movimento no comércio e os criminosos tentam se aproveitar disso”. 
 

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