Cerca de 80% dos focos de mosquito Aedes aegypti estão em residências

Cerca de 80% dos focos de mosquito Aedes aegypti estão em residências

O Aedes aegypti está no foco de conversas e discussões em muitos lugares do país. Em Juiz de Fora, o mosquito é tratado como uma ameaça grave. Por isso, diversas campanhas e ações estão sendo realizadas a fim de combater a sua proliferação. Contudo, segundo a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF), esta é uma luta que depende da participação popular.


Segundo a última atualização confirmada pela Secretaria de Saúde de Juiz de Fora ao Diário Regional, na última quinta-feira, oito pessoas morreram vítimas da dengue no município neste ano, além de 2.553 casos da doença confirmados. Segundo o subsecretário de Vigilância em Saúde, Rodrigo Almeida, uma das grandes dificuldades de se combater a proliferação do Aedes aegypti é o fato de cerca de 80% dos focos do mosquito estão no interior de residências.


Com o aumento no número de casos, o combate ao mosquito tem sido tratado como prioridade pela administração municipal. “São várias frentes de serviços, todas as secretarias da prefeitura estão reunidas e mobilizadas. A Defesa Civil está entrando nessa guerra de combate ao mosquito com o Centro de Operações, para que possamos dar uma resposta mais rápida à população”, conta Almeida.


O subsecretário ressalta que as ações da prefeitura precisam estar aliadas à participação popular. “Temos que tirar pelo menos uns dez minutos por semana para fazer uma verificação em nossas residências para eliminar possíveis focos do mosquito. Se ocorrer uma chuva, precisamos redobrar a nossa atenção, pois muitos locais podem se tornar um depósito de água, e se não houver uma mudança de comportamento e uma conscientização da população, não vamos conseguir vencer essa luta”.


Durante essa vistoria, todos os locais com possibilidades de se tornarem foco do mosquito precisam ser eliminados. “Qualquer local que seja acumulador de água precisa ser eliminado, pois são propícios para a proliferação do Aedes aegypti, seja atrás da geladeira, aquele vaso sanitário do banheiro lá no fundo que não tem utilização, até calhas e materiais inservíveis que estão armazenados no fundo da residência”, aconselha o subsecretário.


A união entre vizinhos pode ser muito útil no combate e fiscalização de possíveis focos do mosquito. Segundo Almeida, as pessoas não devem apenas apontar os locais que podem atrair o Aedes aegypti no entorno de sua residência, mas conversar com o proprietário daquele local. “Ele precisa falar com essa pessoa e ser um agente de fiscalização, porque às vezes, a conversa é algo muito mais fácil. Os vizinhos podem fazer um mutirão ou uma reunião entre si para promover ações de conscientização”, destaca.


Uma das regiões mais atingidas pela dengue, nos últimos meses, foi o bairro Santa Cecília, na zona Sul. A dona de casa Elizabeth Castor mora no bairro há 26 anos e teve a doença há pouco tempo. “O meu marido e meu neto tiveram dengue na mesma época, e a minha filha teve pela segunda vez em menos de um ano. Ficamos vários dias passando muito mal”, conta Elizabeth.


Ela ainda relata que muitos vizinhos foram picados pelo mosquito, e, por isso, redobraram o cuidado com suas residências. “Desde que os casos de dengue começaram a aumentar, não deixamos a água da chuva acumular no quintal. Também passamos a usar inseticidas para tentar afastar os mosquitos. Acho que os moradores da nossa rua também estão tomando atitudes e cuidando de suas casas para tentar acabar com o mosquito”.

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