POR UMA SOCIEDADE IGUALITÁRIA

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Foi a quarta vez que o ex-Senador Jesse Jackson, principal líder dos direitos civis norte-americanos, esteve no Brasil. Dessa vez, para participar, como convidado especial, da 14ª edição do Troféu Raça Negra, um evento de grande relevo da Universidade Zumbi dos Palmares, sob a liderança do reitor José Vicente.


O Troféu Raça Negra foi instituído no ano 2000, durante as comemorações dos 500 anos de descobrimento do Brasil. Organizado pela organização não governamental (ONG) Afrobrás, em parceria com a Faculdade Zumbi dos Palmares, homenageia anualmente as personalidades que contribuíram para a construção de uma sociedade plural, combatendo o preconceito, a intolerância e a discriminação.


O local foi a Sala São Paulo e, entre as personalidades brasileiras presentes, destacaram-se o ministro Mendonça Filho, da Educação, e o governador Geraldo Alckmin, de São Paulo, além da presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia. Todos falaram com muita propriedade sobre o significado do evento, no que ele representa como ação de liberdade, igualdade e empoderamento dos negros no Brasil.


Para nós, foi uma feliz oportunidade de trocar ideias com o ex-Senador Jesse Jackson, amigo íntimo de Martin Luther King, seu parceiro nas lutas pelos direitos civis e testemunha do seu frio e lamentável assassinato. Ao longo de toda a vida, Jackson alcançou grande reconhecimento como líder e político afroamericano, tornando-se também conhecido por ser um porta-voz de questões relativas a direitos civis.


O reverendo foi um dos agraciados com o troféu Raça Negra em 2013 e, este ano, voltou ao evento, compartilhando sua história. Atualmente, um dos principais nomes na militância pelos direitos dos negros em todo o mundo, Jackson destacou a luta pela educação como o principal viés em busca de liberdade e igualdade entre as minorias: “É preciso libertar a mente.

Congratulo-me com a Universidade Zumbi dos Palmares por permitir que se avance em direção a essas conquistas”, afirmou, usando as regras do futebol como metáfora para explicar as condições ideais para se obter uma sociedade igualitária: “No futebol, o campo é plano, as regras são claras, os juízes são imparciais e os resultados são projetados de modo transparente. Se estendermos esses parâmetros para qualquer outra área da vida em sociedade, os negros brasileiros poderão se destacar igualmente, podendo chegar, em breve, inclusive, à presidência, como ocorreu nos Estados Unidos, onde a população negra é menor do que no Brasil.”

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