Câmara de BH rejeita cassação de ex-presidente da casa

Em votação realizada nessa quinta-feira, 9, na Câmara Municipal de Belo Horizonte, a cassação do ex-presidente da casa Wellington Magalhães (PSDC) foi rejeitada. Ele continuará afastado das funções políticas, devido a uma determinação judicial em vigor, embora esteja recebendo regularmente o salário, superior a R$ 16 mil. Apesar de nenhum vereador ter votado pela absolvição de Magalhães, os 28 votos necessário não foram alcançados. A cassação foi apoiada por 23 parlamentares e houve 15 abstenções.

Wellington Magalhães é acusado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG) pela prática de corrupção, enriquecimento ilícito, lavagem de dinheiro e fraudes em licitações e na contratação de serviços de publicidade do legislativo da capital mineira.

Segundo a denúncia, os crimes teriam ocorrido entre 2011 e 2016, quando ocupava a presidência da Câmara. Ele teria se beneficiado de esquemas para recebimento de propina envolvendo contratos de publicidade irregulares na Câmara em valores próximos a R$ 30 milhões.

O vereador chegou a ser preso em abril deste ano, depois de ser considerado foragido. No final de maio, porém, foi beneficiado por umhabeas corpus. Atualmente, ele tem liberdade monitorada, devendo usar tornozeleira eletrônica e se recolher ao domicílio às 22h. Ele acompanhou a votação. Em sua defesa, o advogado se pronunciou no plenário da Câmara e acusou ilegalidades no processo que levou Wellington Magalhães à prisão.

 

Fonte: Agência Brasil

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