Professora faz cadernos artesanais para arrecadar fundos e comprar software de tecnologia assistiva

Nas mãos da pedagoga Marinês Míscali, um caderno comum, encontrado em qualquer papelaria, transforma-se em um objeto especial. O material escolar ganha mais vida e cores ao ter sua capa revestida de tecidos estampados com animais, flores, corações!

Mas o que torna esses cadernos ainda mais bonitos é a causa nobre à qual se destinam: eles estão sendo produzidos e vendidos com fins de arrecadar fundos para a compra de um software [programa de computador] de tecnologia assistiva para uma escola da rede estadual onde Marinês trabalha como professora de apoio.

Atualmente, a instituição, que fica na Zona Norte de Juiz de Fora, possui 30 alunos com deficiência, entre eles quatro estudantes com paralisia cerebral, e a ferramenta seria utilizada na elaboração de pranchas de comunicação alternativa, visando ampliar e facilitar a comunicação com os mesmos.

“O aluno, ao ver a imagem – por exemplo, uma prancha relacionada à higiene, como lavar as mãos, ir ao banheiro, trocar a fralda – vai pegar ou apontar a figura relacionada àquilo que deseja fazer. É uma forma de sabermos o que ele está querendo”, explica a pedagoga, ressaltando que essas ferramentas também facilitam a comunicação entre os próprios estudantes.

De acordo com Marinês, hoje os profissionais da escola tem utilizado imagens da internet, que são impressas e posteriormente plastificadas. “O programa facilitaria muito por ter tudo separado por áreas e nos possibilitar produzir alguns cartões, adaptando-os às necessidades dos alunos”, ressalta.

 

Cadernos são vendidos a R$8 e R$10, dependendo do tamanho. Foto: Divulgação

A iniciativa, que partiu de Marinês, foi abraçada pelas professoras da sala de Atendimento Educacional Especializado (AEE), Anneleh Janynii e Érica Mendes, pela supervisora Fabíola Pretty e pela direção da escola. “Como a maioria dos professores trabalha em dois lugares diferentes, cada um leva para sua escola e dentro das instituições acaba tendo mais divulgação ainda”, conta a pedagoga.

Os cadernos são vendidos a R$8 e R$10, dependendo do tamanho. Para conseguir a licença de utilização do programa, as educadoras precisam arrecadar cerca de R$1,9 mil. “A gente acredita que já tenha vendido em torno de 150 cadernos, o que daria mais ou menos R$1,5 mil. Mas desse total temos que tirar todos os custos com materiais, ficando com cerca de 40% de lucro apenas”, explica.

Os interessados em comprar os cadernos podem entrar em contato com Marinês pelo telefone (32) 99956-7086. Também estão sendo recebidas doações de materiais usados na confecção dos mesmos, tais como tecidos e fitas.

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